No mundo da fantasia

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Fadas, super heróis, príncipes e princesas. Para as crianças, fantasiar-se é uma verdadeira brincadeira e permite que a imaginação voe ainda mais longe. Os pequenos adoram “vestir o personagem”: quem aí nunca viu um Super-Homem ou Branca de Neve passeando pelo supermercado? Para investigar os pontos positivos e negativos desse hábito, o site Lilica&Tigor conversou com a psicóloga Virgínia Wassermann, sócia da loja de brinquedos Vira Lua, onde faz uma curadoria das brincadeiras mais interessantes para o desenvolvimento das crianças.

 

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Virgínia explica que, à medida que as crianças vão crescendo e adquirindo capacidades físicas e psicológicas, a fantasia vai ficando em segundo plano e o olhar se aproxima mais da realidade. A psicóloga comenta que fantasiar-se, a princípio, é um ato superpositivo, pois é um dos caminhos para a criatividade, uma forma de inteligência e expressão do indivíduo. “A criatividade está associada a encontrar caminhos e saídas do problemas do dia a dia de forma mais saudável. A pessoa – assim – terá mais recursos para conseguir pensar em soluções quando estiver em uma situação delicada em sua vida”, avalia Virgínia. Além disso, ao brincar de se fantasiar, a criança se empodera, pois se sente como o personagem que tanto admira. “Por um momento, ela acredita que está mais forte, pode voar, lançar teias, ter visão de raio x, viver um conto de fadas, em um mundo à parte, um mundo que é dela, isso é muito rico”, completa a psicóloga.

 

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Apesar de todos os aspectos positivos, Virgínia alerta que os pais devem medir o quanto o ato de se fantasiar é presente na realidade da criança. Se ela só sente bem vestindo a fantasia, os responsáveis devem estar atentos, pois algo está errado. É papel dos pais mostrar que a criança não precisa de super poderes para ser especial. “Eles devem ajudar para que ela encontre suas qualidades e potencialidades, que a estimulem para que ela cresça e se veja como uma pessoa que possui valores”, comenta Virgínia.

Usar a fantasia é um recurso muito rico, quando bem utilizado. A fantasia é saudável quando ela entra para divertir, dar um colorido a mais na vida, porém a criança deve entender que a vida real dela também tem muito valor. Colocar as asinhas de borboletas para dar umas voltas por aí é incrível, mas desde que o acessório pouse de volta no armário, dando oportunidade de a criança, por si só, voar.

 

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Agradecimentos:

Virginia Graciela Wassermann

Psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Terapia de Casal e Família.



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